TECNOLOGIA ASSISTIVA
Fernanda de Oliveira Vieira
O CAT (Comitê de Ajudas Técnicas) aprovou em 14 de dezembro de 2007, o
seguinte conceito de Tecnologia Assistiva:
Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento, de
característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias,
estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade,
relacionada à atividade e participação, de pessoas com deficiência,
incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência,
qualidade de vida e inclusão social.
Os recursos podem
variar de uma simples bengala a um complexo sistema computadorizado. Estão
incluídos brinquedos e roupas adaptadas, computadores, softwares e hardwares
especiais, que contemplam questões de acessibilidade, dispositivos para
adequação da postura sentada, recursos para mobilidade manual e elétrica,
equipamentos de comunicação alternativa, chaves e acionadores especiais,
aparelhos de escuta assistida, auxílios visuais, materiais protéticos e
milhares de outros itens confeccionados ou disponíveis comercialmente.
Os serviços são
aqueles prestados profissionalmente à pessoa com deficiência visando
selecionar, obter ou usar um instrumento de tecnologia assistiva. Como exemplo,
podemos citar avaliações, experimentação e treinamento de novos equipamentos, são
normalmente transdisciplinares envolvendo profissionais de diversas áreas, tais
como: Fisioterapia, Terapia ocupacional, Fonoaudiologia, Educação, Psicologia,
Enfermagem, Medicina / Engenharia / Arquitetura Design.
CATEGORIAS DE TECNOLOGIA ASSISTIVA
Segundo Bersch a classificação em categorias de tecnologia assistiva
organiza a utilização, prescrição, estudo e pesquisa de recursos e serviços de
TA, além de oferecer ao mercado focos específicos de trabalho e de
especialização.
A classificação HEART, apresentada a seguir foi elaborada por um grupo de
pesquisadores de vários países da União Européia e é considerada por eles, como
sendo a mais apropriada para a formação de usuários finais de TA, bem como para
formação de recursos humanos nesta área.
3.1.1 Auxílios para a vida diária:
Materiais e produtos para auxílio em tarefas rotineiras tais como comer,
cozinhar, vestir-se, tomar banho e executar necessidades pessoais, manutenção da
casa etc.
3.1.2 CAA (CSA) Comunicação aumentativa (suplementar) e alternativa: Recursos, eletrônicos ou não, que
permitem a comunicação expressiva e receptiva das pessoas sem a fala ou com
limitações da mesma. São muito utilizadas as pranchas de comunicação com os
símbolos PCS ou Bliss além de vocalizadores e softwares dedicados para este
fim.
3.1.3 Recursos de acessibilidade ao computador: Equipamentos de
entrada e saída (síntese de voz, Braille), auxílios alternativos de acesso
(ponteiras de cabeça, de luz), teclados modificados ou alternativos,
acionadores, softwares especiais (de reconhecimento de voz, etc.), que permitem
as pessoas com deficiência a usarem o computador.
3.1.4 Sistemas de controle de ambiente: Sistemas eletrônicos que
permitem as pessoas com limitações moto-locomotoras, controlar remotamente
aparelhos eletro-eletrônicos, sistemas de segurança, entre outros, localizados
em seu quarto, sala, escritório, casa e arredores.
3.1.5 Projetos arquitetônicos para acessibilidade: Adaptações
estruturais e reformas na casa e/ou ambiente de trabalho, através de rampas,
elevadores, adaptações em banheiros entre outras, que retiram ou reduzem as
barreiras físicas, facilitando a locomoção da pessoa com deficiência.
3.1.6 Órteses e próteses: Troca ou ajuste de partes do corpo,
faltantes ou de funcionamento comprometido, por membros artificiais ou outros
recurso ortopédicos (talas, apoios etc.). Inclui-se os protéticos para auxiliar
nos déficits ou limitações cognitivas, como os gravadores de fita magnética ou
digital que funcionam como lembretes instantâneos.
3.1.7 Adequação Postural: Adaptações para cadeira de rodas ou
outro sistema de sentar visando o conforto e distribuição adequada da pressão
na superfície da pele (almofadas especiais, assentos e encostos anatômicos),
bem como posicionadores e contentores que propiciam maior estabilidade e
postura adequada do corpo através do suporte e posicionamento de
tronco/cabeça/membros.
3.1.8 Auxílios de mobilidade: Cadeiras de rodas manuais e
motorizadas, bases móveis, andadores, scooters de 3 rodas e qualquer
outro veículo utilizado na melhoria da mobilidade pessoal.
3.1.9 Auxílios para cegos ou com visão subnormal: Auxílios para
grupos específicos que inclui lupas e lentes, Braille para equipamentos com
síntese de voz, grandes telas de impressão, sistema de TV com aumento para
leitura de documentos, publicações etc.
3.1.10 Auxílios para surdos ou com déficit auditivo: Auxílios que
inclui vários equipamentos (infravermelho, FM), aparelhos para surdez,
telefones com teclado — teletipo (TTY), sistemas com alerta táctil-visual,
entre outros.
3.1.11 Adaptações em veículos: Adaptações em veículos.
A escolha dos recursos disponíveis deve levar em conta a existência de
inúmeras formas de acometimentos que podem apresentar quadros inespecíficos, e com
ou sem deficiência intelectual.
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